'Insitando' o 'recentimento'



Temos um ministro da Educação que escreve “insitar”. O erro de grafia poderia ser um deslize sem maior significado: ortografia, afinal, é só a casca da palavra. É tão possível pensar errado com letrinhas certas quanto pensar certo com letrinhas erradas.

Se nesse caso a grafia torta de “incitar” (verbo que significa estimular, instigar) tem, sim, um significado maior, isso se deve ao fato de a batatada ter sido cometida pelo ministro da Educação de um país tragicamente iletrado.

Mais: um ministro da Educação que, logo após ter negado “insitar” a violência, demonstrou que, além de usar letrinhas erradas, também é desafeto do pensamento certo ao anunciar uma violência inédita: o corte de verbas para “universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia”.

“A universidade deve estar com sobra de dinheiro para fazer bagunça e evento ridículo”, explicou Abraham Weintraub. Exemplos de evento ridículo, segundo ele: “Sem-terra dentro do campus, gente pelada dentro do campus”. 
Leia mais (05/02/2019 – 02h00)

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