Impacto de 'Pantera Negra' se perderá se Chadwick Boseman não for substituído



Em apenas sete anos de estrelato, Chadwick Boseman deixou sua marca na história do cinema. O ator, cuja morte causada por um câncer de cólon foi anunciada nesta sexta-feira (28), já mereceria ser lembrado por suas interpretações de grandes nomes afro-americanos, como o jogador de basebol Jackie Robinson (“42: A História de uma Lenda”), o cantor e compositor James Brown (“Get On Up”, 2014) ou o juiz Thurgood Marshall (“Marshall: Igualdade e Justiça”, 2017), o primeiro negro a integrar a Suprema Corte dos Estados Unidos.

Mas também existe, é claro, um papel que alçou Boseman a níveis estratosféricos: Pantera Negra, o primeiro super-herói africano da Marvel. O encontro entre o ator e seu personagem mais icônico aconteceu discretamente, no filme “Capitão América: Guerra Civil”, de 2016. Era só um aperitivo: dois anos depois, o príncipe do fictício reino de Wakanda ganharia seu próprio longa, num desses raros acontecimentos apoteóticos que mudam o rumo da cultura popular.

“Pantera Negra” faturou uma fortuna nas bilheterias globais. Foi indicado a sete Oscars ?inclusive melhor filme, uma façanha inédita e ainda não repetida para um filme da Marvel? e faturou três: melhor trilha sonora, melhor figurino e melhor direção de arte. Também foi o artefato pop de maior alcance até hoje a difundir o conceito do afrofuturismo, uma ideia que está na ordem do dia.

Chadwick Boseman ainda encarnou T?challa/Pantera Negra em mais dois filmes da franquia “Vingadores”, que reúne quase todo o panteão da Marvel: “Guerra Infinita”, em que o personagem morre junto com diversos outros super-heróis, e “Ultimato”, em que ressuscita, assim como quase todos que pereceram no longa anterior.
Leia mais (08/29/2020 – 14h42)

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