IML tem 230 corpos ou fragmentos não identificados da tragédia da Vale


Dois meses após a tragédia da Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, 93 pessoas ainda estão desaparecidas após o rompimento da barragem I da Mina do Córrego do Feijão no dia 25 de janeiro deste ano, enquanto 214 já foram identificadas.

Dos 530 corpos e fragmentos que passaram ou estão no Instituto Médico Legal (IML), 44% ainda não foram identificados ou tiveram alguma solução, o que representa 231 casos. A não solução, segundo a Polícia Civil, não necessariamente representa a não identificação dos corpos porque muitos fragmentos podem ser da mesma pessoa ou podem, inclusive, representar partes de animais, por exemplo.

Do total, apenas 82 são corpos completos. Outros 448 são corpos incompletos ou de fragmentos não humanos. 

“A cada dia que passa, se torna mais difícil a identificação, sobretudo a questão do DNA. Às vezes não se consegue extrair o material das amostras. Vários segmentos corpóreos já foram identificados como sendo da mesma pessoa, o que vai diminuindo o número de casos no IML sem que aumente o número de vítimas”, explicou o delegado Arlen Bahia. 

Segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Pedro Aihara, não há previsão para o fim das operações. “As únicas duas hipóteses de finalização das nossas operações serão ou a localização de todos os desaparecidos ou a impossibilidade de continuidade da operação devido a questão biológica. Não existe uma previsão. Corpos que estão envoltos no minério de ferro estão sendo encontrados em uma condição de conservação muito melhor. Já corpos que estão lançados diretamente na lama já estão em estado muito mais avançado de decomposição”, explicou. 

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