Hospital faz apelo para que parentes procurem idosos torturados em asilo


Depois de vivenciarem o horror de serem torturados em um asilo que funcionava clandestinamente em Santa Luzia, na região metropolitana, 13 idosos resgatados após uma operação da Polícia Civil continuam internados no Hospital Municipal Madalena Parrillo Calixto, no centro da cidade. 

Até a tarde deste sábado, apenas três famílias foram até a unidade de saúde em busca de notícias. A diretora administrativa da unidade de saúde, Cristina Sousa, fez um apelo para que os parentes entrem em contato com a equipe médica. “Estamos fazendo a nossa parte, mas precisamos que venham procurá-los”, disse.

Conforme a delegada Bianca Prado, responsável pelo caso, as famílias podem responder criminalmente, caso não se apresentem para cuidar dos idosos. “A partir do momento que eles têm ciência de que aquele era um local de tortura e não vão lá retirar seu familiar, eles vão responder por abandono de incapaz”, afirmou a delegada. 

Duas mulheres, que eram donas do asilo, estão presas por suspeita de praticar tortura. A Polícia Civil também investiga duas mortes de idosos que ocorreram dentro do estabelecimento. 

Traumatizados

Parte dos idosos internados chegaram ao hospital desidratados, desnutridos e anêmicos. Também há pacientes com pneumonia, infecção urinária e respiratória, contou o médico plantonista Vinícius Ornelas Bicalho. “Os que são lúcidos estão fazendo relatos do que aconteceu. Alguns choraram, lembrando dos espancamentos e até de afogamento. Estão bem traumatizados”, relatou Bicalho.

Prefeitura responde

A Prefeitura de Santa Luzia informou, em nota, que acompanha de perto o caso dos idosos e que aguarda uma decisão judicial para assumir o cuidado das vítimas. A administração municipal afirmou que ainda há idosos na casa que funcionava como asilo, mas não soube informar o número exato.

 

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