Homem suspeito de matar a ex-namorada e esconder corpo na geladeira é preso


Depois do feminicídio contra a balconista Elisângela Vespermann de Souza, de 30 anos, chocar os moradores do bairro Planalto, na região Norte de Belo Horizonte, a Polícia Civil conseguiu prender no último sábado (18) o suspeito do crime, um homem de 26 anos que era ex-namorado da vítima. Conforme as investigações, ela foi morta no dia 8 de julho e o corpo escondido dentro de uma geladeira lacrada, que ainda estava ligada em uma tomada do apartamento da Elisângela.

O suspeito foi preso em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, e teria cometido o crime por não concordar com o fim do relacionamento. Elisângela foi encontrada na geladeira sem a roupa íntima, o que levantou os indícios de estupro, e ainda apresentava sinais de estrangulamento e diversos hematomas pelo corpo.

A vítima foi localizada pelo marido, que trabalhava como caseiro em São José da Lapa, também na Grande BH, na última quarta-feira (15) – uma semana após o assassinato. Desde o dia 15 de junho, o homem não se encontrava com a mulher e o último contato havia sido por telefone, dias antes do crime.

Preocupado, ele foi até a casa da balconista para buscar documentos e iniciar as buscas em hospitais e nas unidades do IML. Porém, o marido, que estava acompanhado do irmão e da cunhada, viu que a geladeira estava virada para a parede e lacrada com uma fita adesiva. Quando ele abriu o equipamento, encontrou o corpo. Eles eram casados há 12 anos, mas nos últimos quatro meses Elisângela vivia um relacionamento com o suspeito do assassinato, que teria feito diversas ameaças antes de matar a mulher.

Prisão temporária

De acordo com a Polícia Civil, o homem, que não teve a identidade revelada, foi localizado pelo Núcleo Especializado de Investigação de Feminicídio, que efetuou a prisão temporária. A corporação informou ainda que outras informações sobre o caso serão repassadas na segunda-feira (20), pelos delegados Letícia Gamboge, Emerson Moraes e Ingrid Estevam.

Diversas testemunhas foram ouvidas pela corporação. Segundo relatos de vizinhos, Elisângela de Souza era uma pessoa discreta e não possuía muitas amizades no bairro. “Ela era uma moça muito bonita. Andava bem-arrumada, mas nunca deu papo para ninguém aqui. Estou chateada com a morte dela”, afirmou um dos moradores do entorno, que pediu anonimato, na data em que o corpo foi localizado.

E apesar de ter se passado uma semana entre o feminicídio e a descoberta do corpo dentro da geladeira, vizinhos do apartamento não perceberam qualquer anormalidade.  “Ninguém desconfiou de cheiro porque há pouco mais de um mês tivemos problema com cheiro ruim no prédio dela e foi encontrado um animal morto lá”, disse. 

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