Homem de 45 anos é preso por abuso de meninas de 13


No último dia 10, uma menina de 13 anos desapareceu no bairro Nossa Senhora das Graças e, o desfecho da história deixou os familiares, os vizinhos e os  amigos em alerta.

Após iniciar uma investigação, a Polícia Civil descobriu que a menina estava em cárcere privado há três dias, em um sítio no bairro Açude, e sofria abuso sexual há mais de um ano. E, como na maioria dos casos, o autor estava mais próximo do que se imaginava: identificado apenas como G.S., de 45 anos, ele era vizinho da família, tinha livre acesso à casa e era amigo dos pais da menina.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Ariadne Elloise Coelho, a mãe da vítima buscou ajuda na Delegacia da Mulher ao notar o desaparecimento da filha. Ela já havia procurado por todo o bairro Nossa Senhora das Graças, feito contato com amigos e familiares, e não conseguia nenhuma informação quanto ao paradeiro da menina. “A equipe de investigação decidiu conversar com a melhor amiga dela, que acabou contando que a menina tinha ‘um tio’ que dava presentes e dinheiro a ela. Ao falar o primeiro nome do homem, a mãe entrou em estado de choque, até porque, ele estava ajudando a procurar a menina”, revelou.

Encaminhado à delegacia, inicialmente, o homem negou envolvimento no caso, mas acabou entrando em contradição e revelando que a menina estava na casa da mãe dele. “Ele chegou a enterrar o celular dele no lote e apresentou a menina para a mãe como se fosse filha dele. De acordo com a vítima, ela pediu para ir embora diversas vezes, mas o homem não deixava e ainda a obrigou a ter relações sexuais com ele durante a noite”, afirmou.

E, foi com base no depoimento da menina, que a delegada conseguiu realizar a prisão em flagrante por cárcere privado qualificado. “Em depoimento, ele negou os abusos, mas informalmente, confirmou para os investigadores que mantinha relação sexual com a menina, mas que era de forma consentida. Ele foi encaminhado para o Presídio de Ribeirão das Neves. Além da preventiva, também pedi autorização judicial para ter acesso ao celular dele e vamos ouvir mais uma possível vítima na próxima semana. A mãe dele também está sendo investigada e, se ficar comprovado que ela sabia dos abuso poderá ser indiciada”, pontuou.

Motorista era cúmplice
Durante as investigações, a polícia descobriu que um motorista de aplicativo buscava a menina de 13 anos e a amiga  na porta da escola e as levava para passear no shopping e também para encontrar com G.S. “O motorista, conhecido como J.C., foi ouvido e entrou em contradição ao dizer que não sabia que as meninas eram menores, porém, afirmou achar estranho que elas matassem aula. Ele foi ouvido e liberado, por não ter indícios de que também abusava das meninas”, finalizou.

Delegada pede que pais fiquem sempre atentos
Segundo a Polícia Civil, em troca das relações sexuais, o homem oferecia para as meninas presentes como roupas, chinelo, bolsa, perfume e até celular. “Essas meninas, além de não saberem o perigo que corriam, também vivem uma em uma situação financeira difícil. Então, acabavam sendo seduzidas pelos presentes que o homem dava”, afirmou a delegada Ariadne Elloise Coelho. 

Ainda de acordo com ela, é importante que os pais fiquem atentos à rotina, ao comportamento dos filhos e mantenham o diálogo sempre aberto. “Não tem essa de “privacidade”, quando se trata de menores de idade. Os pais devem ficar atentos quanto aos conteúdos acessados, aos amigos e às conversas que os filhos têm”.

Entrevista com a mãe da vitima

A sua filha apresentou algum comportamento estranho nos últimos tempos? Ela estava mais calada, mais recolhida no quarto dela e respondona. Mas, para mim, estava relacionado à idade dela mesmo.

Alguma vez a senhora suspeitou de alguma atitude deste homem? Jamais. Ele tinha livre acesso à minha casa, conhecia minha família e era muito prestativo. Acho que nunca mais vou conseguir confiar em ninguém, porque isso tudo que está acontecendo é muito assustador.

A senhora se sente mais aliviada sabendo que ele está preso? Não sei se estou aliviada. Acho que tanto eu quanto minha filha vamos precisar de um suporte psicológico daqui pra frente. Decidi falar porque podem ter muitas mães passando por isso e, com a repercussão do caso, talvez consigamos até mesmo localizar e ajudar outras vítimas deste monstro.
 

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