Funcionários denunciam falta de respiradores para pacientes em UPA de BH


Pessoas que trabalham na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Barreiro, no bairro Diamante, em Belo Horizonte, denunciaram neste domingo (28) que há pacientes no local com suspeita de coronavírus em estado grave e que necessitam de respiradores mecânicos, porém, não há aparelhos disponíveis.

Segundo o Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de BH (Sindibel), profissionais de saúde relataram que há apenas dois respiradores na UPA, que já estão sendo utilizados. Porém, outros quatro pacientes precisam ser entubados imediatamente e outros dois estão em situação crítica na enfermaria, também à espera desses ventiladores.

“Segundo os trabalhadores, esses oito pacientes estão aguardando vagas em Centros de Terapia Intensiva (CTI) de Belo Horizonte desde o início da manhã deste domingo. O Sindicato informa que tentou contato com a Secretaria Municipal de Belo Horizonte, mas sem retorno até o momento”, informou.

Outro lado

A Secretaria Municipal de Saúde da capital não negou que tem havido esse problema relacionado à falta de respiradores para pacientes com confirmação ou suspeita de Covid-19. No entanto, atribuiu isso ao aumento exponencial do número de paciente com a doença.

Especificamente sobre a situação na UPA Barreiro, foi informado que um respirador da UPA Venda Nova e um do SAMU foram remanejados para a unidade, e dois pacientes já foram transferidos: um para o Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro e um para o Hospital Santa Lucia. “Novos respiradores e vagas estão sendo providenciados”, afirmou.

De acordo com a pasta, desde a última quinta-feira (25), a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) colocou em funcionamento mais 74 leitos destinados a pacientes com coronavírus, sendo 19 em UTIs e 55 em enfermaria. Conforme o último boletim epidemiológico, nessa sexta-feira (26) a taxa de ocupação em unidades intensivas na capital estava em 86% e a de enfermaria em 67%.

“O aumento da oferta de unidades para o atendimento de pacientes acompanha o planejamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde junto aos hospitais e a evolução dos indicadores epidemiológicos e assistenciais em relação à pandemia. As UTIs são abertas conforme necessidade, e sempre com recursos humanos e equipamentos necessários para o funcionamento”, informou.

Esse é um dos principais motivos para o prefeito Alexandre Kalil (PSD) determinar que apenas atividades consideradas essenciais funcionem no município. Durante entrevista coletiva, o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, destacou também o aumento de chamadas atendidas pelo SAMU para casos suspeitos de Covid-19 na última semana. “Não é apenas um aumento no número de casos, mas há um aumento na gravidade da doença. A história da doença nos mostra que pessoas que estão na enfermaria, às vezes pioram rapidamente e demandam UTI. Os casos estão aumentando. As upas estão lotadas, com muitos casos de Covid. Outro motivo é o transporte em saúde.  O SAMU fazia o transporte de 50 pessoas por dia e essa semana passou para 100”, afirmou.

Casos

Segundo o último levantamento feito pela PBH – na última sexta-feira, a capital mineira tem 5.195 casos confirmados de coronavírus e 121 óbitos em decorrência da doença.

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