Fernanda Gentil escolheu mal as palavras, mas não merece ser 'cancelada'



Estamos acostumados a ver celebridades pisarem na bola. Só na última semana, tivemos o vídeo em que MC Gui faz bullying em uma criança na Disney World e Carlinhos Maia rabiscando um quadro em seu quarto de hotel em Aracaju.

O primeiro episódio é bastante grave, e pode descarrilar a carreira do jovem funkeiro. O segundo só confirma o despreparo de um influenciador digital que, volta e meia, enfia os pés pelas mãos. Carlinhos e Gui têm, a seu favor, a juventude e a falta de uma educação aprimorada, o que em parte justificaria a ausência de empatia e traquejo social que demonstraram. Fernanda Gentil não tem esses álibis.

A apresentadora do programa Se Joga (Globo) deu uma longa entrevista ao jornalista Bruno B. Soraggi, publicada na coluna Mônica Bergamo, na Folha, deste domingo (27). Quase no final do texto, estão as declarações que provocaram um tsunami de comentários negativos na internet.

“Respeito quem acha um crime ter o beijo gay. Agora, não vai bater em quem beija, entendeu? [Respeito] quem infelizmente é racista. Agora, vai discriminar, bater, matar porque é de outra cor? Aí não.”

Dá para perceber a intenção de Fernanda Gentil por trás dessas palavras. Ela prefere diálogo ao confronto (o que ela confirma logo depois, ao dizer “quero falar com as pessoas”). Mas as palavras foram extraordinariamente mal escolhidas, o que é grave para uma jornalista.
Leia mais (10/28/2019 – 13h00)

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