Faz sentido atribuir papel concentrador de renda e riqueza às políticas de bancos centrais?

Enquanto a recuperação econômica mundo afora segue desigual, frágil e desbalanceada entre setores, mercados financeiros vão, no geral, muito bem, obrigado. Nos Estados Unidos, apenas metade do desemprego provocado pela pandemia no ano passado foi revertida, enquanto o mercado acionário seguiu bombando.

Claro, isso refletiu em grande medida o suporte extraordinário dado pelas autoridades monetárias desde março do ano passado.

Assim como no período após a crise financeira global de 2007-08, levantam-se vozes falando da política monetária e dos bancos centrais como propulsores da desigualdade de renda e riqueza.

As políticas não convencionais de afrouxamento quantitativo protegem os detentores de ativos financeiros e valorizam suas propriedades, enquanto os trabalhadores amargam a dureza no lado real da economia. Como já abordamos aqui, os mercados financeiros se descolaram das agruras da rua dos comuns, com a ajuda das políticas de autoridades monetárias.
Leia mais (02/08/2021 – 23h15)

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