Falta da Coronavac interrompe aplicação da 2ª dose e gera frustração em BH


A suspensão da aplicação da Coronavac em Belo Horizonte frustrou quem procurou pela vacina em postos de saúde nesta segunda-feira (3). Idosos a partir de 67 anos, que poderiam receber a segunda dose do imunizante, tiveram o esquema vacinal interrompido até a chegada de um novo lote na capital. 

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), através da Secretaria Municipal de Saúde, são necessárias cerca de 80 mil doses para completar o esquema vacinal de idosos de 67, 66, 65 e 64 anos. Porém, a última remessa enviada pelo Ministério da Saúde à capital chegou no sábado, com 770 unidades.

Esse déficit fez com que uma grande fila se formasse, por exemplo, na frente do Centro de Saúde Serrano, na região da Pampulha. Muitos idosos estavam com a aplicação da segunda dose da Coronavac marcada para esta segunda-feira, mas ficaram revoltados com a falta de imunizantes. 

Ângela Maria, 67, é do grupo de risco da Covid-19 e ficou desesperada quando uma funcionáriado posto a informou sobre a falta da Coronavac. “Eu tenho cinco safenas, três válvulas, quatro stends, preciso da vacina e não tenho. Eles têm que avisar o dia que vai ter. Estou na fila não é de hoje e só agora a moça vem avisar. Minha cardiologista falou que eu tenho que tomar o mais rápido possível”, reclama. 

Para Marta de Freitas, 67, há falhas na gestão da vacinação. “Não é culpa do município, mas do governo federal que não programou isso. O desgoverno que a gente tem nesse país. O sentimento é de insegurança. Nós não teríamos de 400 mil mortos, se não fosse a incompetência do governo federal” diz. 

Antônio Daniel teme em ficar sem a cobertura vacinal completa. “Se você tomar no dia, com certeza vai se sentir imunizado. Se não, o brasileiro vai se sentir desprotegido, vai adoecer, vai para o médico e vai sofrer. A gente não sabe o que ocorre quando você toma só uma dose”, diz. 

No centro de saúde Menino Jesus não havia fila, mas também teve idoso à procura da segunda dose da Coronavac. É o caso de Lúcia Cardoso, 67. Ela não encontrou palavras para descrever a indignação. 

“Nós estamos sendo tratados como… Não vou falar o nome, se não vai ficar feio. Mas acho uma falta de respeito com o cidadão, principiante com os idosos. Quero deixar registrada minha indignação com a falta de respeito. Agora a única alternativa é esperar”, lamenta. 

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