Executiva estadual do MDB intervém em três municípios e diretórios reclamam


Às vésperas do início do período para as convenções partidárias, que começa hoje, a executiva estadual do MDB em Minas Gerais realizou, na última semana, três intervenções em diretórios municipais da legenda. A informação, passada pelo prefeito Renato de Faria, de Igaratinga, no Centro-Oeste do Estado, foi confirmada pelo deputado federal Newton Cardoso Jr., presidente estadual da legenda. A cidade do Centro-Oeste mineiro foi uma das três que sofreram intervenção.

Segundo Renato de Faria, o diretório estadual recebeu um pedido para “acabar com o partido no município” por interesse de cidades vizinhas. De acordo com o prefeito, a solicitação partiu de um membro do partido que mora em Pirapora, cidade próxima a Igaratinga. “Ele nem conhece o município, mas fez a denúncia para acabar com o partido aqui”, reclamou.

O chefe do Executivo local afirmou que vai judicializar a questão e que, na visão dele, a ação inviabiliza sua candidatura à reeleição no município.

Em contato com o Aparte, Newton Cardoso Jr. ressaltou, porém, que as intervenções, como a que ocorreu em Igaratinga, não impedem as candidaturas dos filiados à legenda. “Ele ainda pode disputar e tentar aprovar a chapa dele na convenção do partido. O direito de disputar e se candidatar, de qualquer um na cidade, continua valendo. Nenhum direito de qualquer membro foi comprometido ou foi violado”, disse o presidente.

O presidente do MDB mineiro afirmou que, além de Igaratinga, Araújos, também no Centro-Oeste do Estado, e Nova Lima, na região metropolitana, sofreram intervenções por parte da executiva. Segundo o deputado federal, ao receber os pedidos de dissolução, a legenda segue o devido processo legal, com direito ao contraditório e amplo direito de defesa.

Saulo Serrinha, presidente do diretório de Nova Lima, argumentou que não teve o direito de se defender, e recebeu apenas um ofício com a decisão da legenda estadual. Segundo ele, o mesmo membro da cidade de Pirapora que denunciou Igaratinga representou contra a cidade da região metropolitana. “Foi uma coisa montada, algo orquestrado para atender a um adversário. Deve ter tido um acordo obscuro. Pegaram ele como bode expiatório para intervir nessas cidades”, disse Serrinha.

O responsável pelo diretório de Nova Lima também prometeu entrar com um pedido na Justiça para reaver o comando da legenda na cidade.

Infidelidade

De acordo com o presidente Newton Cardoso Jr., nos casos analisados na última semana, houve descumprimento de regras de fidelidade partidária. Ainda segundo ele, os diretórios também não promoveram o crescimento do partido nas cidades ou contribuíram para o crescimento das bancadas. Em alguns casos, segundo ele, houve ausência de compromisso de lançamento de candidaturas. 

Pedidos judiciais por parte dos dirigentes afetados devem ser apresentados no início desta semana.

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