Está rolando uma caça às bruxas no jornalismo brasileiro?



Na sexta-feira passada (22), o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, sugeriu no Twitter que Rachel Sheherazade, âncora do SBT Brasil, fosse incluída na onda de demissões que assola o departamento de jornalismo da emissora de Silvio Santos.

Nesta segunda (24), a Record anunciou que Paulo Henrique Amorim será afastado do programa Domingo Espetacular, que ele apresenta há 14 anos. O jornalista segue contratado da emissora, mas seu futuro por lá está indefinido.

Na terça (25), Marco Antonio Villa confirmou que está deixando a rádio Jovem Pan, depois de ter sido suspenso por 30 dias.

Esses três casos têm um preocupante ponto em comum: todos envolvem jornalistas críticos a Jair Bolsonaro, que trabalham (ou trabalhavam) em veículos que apoiam explicitamente o atual governo.

A queda de Paulo Henrique Amorim até que demorou. Em seu blog Conversa Afiada, o jornalista jamais escondeu sua preferência pelo lado esquerdo do espectro político. No ar, na Record, ele costumava ser mais comedido ? mas interessou à emissora enquanto o PT esteve no poder federal.

Villa e Sheherazade têm trajetórias mais surpreendentes. Ambos desfrutam há muitos anos da reputação de conservadores. Mas, depois que Bolsonaro assumiu, os dois passaram a apontar as falhas do presidente e seu entorno.
Leia mais (06/26/2019 – 11h00)

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