Escritores andam por campo minado ao lidar com seus privilégios na literatura

O forte impacto das mobilizações antirracistas e a pressão implacável das redes sociais tornaram mais visível para autores brancos e de classe média alta o fato de que eles ocupam uma posição de privilégio. Ou melhor, tornaram mais difícil se desviar desse assunto.

Essa discussão tem sido incorporada aos poucos pela literatura, que observa com mais atenção as vantagens estruturais de raça e classe da caneta que está escrevendo. Abordar diretamente o assunto, contudo, pode ser como andar por um campo minado.

A professora Lia Vainer Schucman se especializou no estudo da branquitude, uma raça que não costuma se enxergar como raça -seu livro “Entre o Encardido, o Branco e o Branquíssimo” acaba de ganhar uma nova edição. E é frequente que ela tenha contato com autores brancos escrevendo, com tintas críticas, sobre ser branco.

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É preciso cuidado, diz ela, para que essa “narrativa do privilégio” não caia na armadilha do puro narcisismo, de achar que seu interlocutor sempre ocupa o mesmo lugar social que você. “O que para o branco pode ser uma descoberta pode ser de uma violência atroz para os negros e indígenas. Porque eles já vivem isso desde sempre.”
Leia mais (09/18/2020 – 16h24)

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