Engrenagem de abusos perseguiu, matou, torturou e saiu impune



Dois dias após o golpe de 1964, o ex-sargento Gregório Bezerra foi preso no Recife. Dirigente do PCB, ele foi amarrado pelo pescoço e puxado pelas ruas da cidade, enquanto um oficial incentivava a população a linchá-lo.

Exibidas na TV local, as cenas simbolizaram a inauguração de um regime que adotou a repressão violenta como método. Pesquisadores retratam Bezerra como a primeira vítima de tortura do período.

Os casos registrados nos meses iniciais da ditadura foram tratados por integrantes do governo militar como um reflexo do “calor da hora”. A prática, porém, foi adotada como ferramenta para interrogar e combater opositores, em especial personagens considerados subversivos.

A partir de 1968, a repressão violenta formatou uma estrutura dedicada a tortura, mortes e desaparecimento -até o início da abertura, na segunda metade dos anos 1970.
Leia mais (06/27/2020 – 21h00)

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