Em 3 décadas, mulheres são menos de 1% dos brasileiros em missões de paz



A major da Força Aérea Brasileira Luanda Bastos, 38, passou por um longo processo para realizar o sonho de ser enviada para uma missão de paz da ONU. Fez cursos de aperfeiçoamento no Brasil e na China, prestou uma seleção que inclui prova de inglês e testes físicos, ficou um ano e meio se preparando. Em agosto de 2017, foi enviada a Darfur, no Sudão, palco de um grave conflito. Chegando lá, teve que lidar com alguns colegas que achavam que ela deveria servir o café ou limpar o banheiro.

“Eles olhavam para mim e falavam: ?Luanda, o banheiro está sujo?. No início eu não respondia para não tornar o clima de trabalho ruim. Depois de um tempo comecei a dizer: ?Negativo. Se o seu banheiro está sujo, você limpa?”, lembra. “Fui para um setor onde nunca haviam trabalhado mulheres. O primeiro que me disseram era que eu deveria pedir para trocar, porque seria muito pesado para mim. Acabei mostrando que dava conta e no final teve gente que veio me pedir desculpas e me parabenizar”, conta.
Leia mais (01/07/2020 – 16h06)

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