Diretora de hospital do Paraná fala em colapso e medo de ter que escolher quem vai viver



A diretora do Hospital Universitário de Londrina Vivian Feijó diz que a unidade de saúde, a segunda maior do Paraná, colapsou. O aumento exponencial no número de casos, diz ela, fez com que espaços destinados a 10 pacientes recebam o dobro da capacidade. São 60 pacientes na fila por um leito de UTI.

Ao Painel, ela classifica o momento como de angústia e aflição e diz que sem medidas restritivas “há temor de chegar o momento de ter que escolher quem tem mais chance de viver”. Na última semana, a Câmara Municipal chegou a propor a suspensão das medidas restritivas impostas pelo governo estadual.

Assim como outras cidades, Londrina também tem registrado uma mudança no padrão dos pacientes e nas características de tratamento. Segundo a diretora, as pessoas chegam ao hospital com maior dependência de oxigênio e com rápido agravamento para necessidade de intubação.

Além da ausência de leitos, Vivian Feijó afirma que o aumento nos casos já reflete em falta de equipamento e pressão sobre o abastecimento de medicamentos. Respiradores e monitores, conta, mesmo com “dinheiro na mão” tem espera de 15 a 30 dias e com a possibilidade de desistência do fornecedor até a conclusão na compra.

A falta de respiradores tem feito os médicos do hospital utilizarem como alternativa aparelhos de respiração para transporte de doentes, considerados menos eficientes.

Sobre os medicamentos, ela diz que ainda não há desabastecimento, mas o consumo de anestésico, por exemplo, aumentou 50%.

“Nós estamos gritando por um olhar técnico, político, no sentido de somar esforço porque estamos falando em defesa da vida”, diz ela.
Leia mais (03/07/2021 – 23h35)

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