Denúncias de maus-tratos contra animais aumentam 20% em Minas


De acordo com levantamento da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o número de denúncia pelo telefone 181, em Minas Gerais, aumentou cerca de 20%, em relação ao mesmo período do ano passado. 
 
Em 2018, o canal recebeu mais de 4.000 denúncias e, até novembro de 2019, o número ultrapassa 4.500, podendo chegar a 5 mil até 31 de dezembro.
 
A Polícia Civil de Minas desenvolve várias ações dentro do chamado “Dezembro Verde”, que é o mês escolhido para conscientizar as pessoas sobre as responsabilidades em relação ao abandono de cães, gatos e outros animais.
 
Uma das ações foi na tarde dessa sexta-feira (20) no Topo do Mundo, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, por ser um lugar onde muita gente abandona animais de estimação.
 
De acordo com a delegada titular da Delegacia Especializada em Investigação de Crime contra a Fauna, Carolina Bechelany Batista da Silva, as denúncias aumentaram porque a população está acreditando mais na ação efetiva do estado.
 
“A gente percebe que o estado tem se movimentado. Diversas ações têm sido feitas no sentido de coibir o crime de maus-tratos e trazer uma resposta para a sociedade”, afirmou o policial. 
 
A delegada lembrou que nessa semana foi aprovado na Câmara dos Deputados uma mudança legislativa que altera, especialmente, a pena para crimes de maus-tratos contra cachorros e gatos. 
 
“E agora vamos aguardar o Senado e acreditar que também seja aprovado, para que de fato a Lei 9.605/98 seja alterada e a pena passe de três meses a um ano de detenção, para dois anos a cinco de reclusão, como o projeto prevê. Então, estamos confiantes de que o Senado também vai aprovar o Projeto de Lei para que essa alteração legislativa de fato aconteça”, disse Carolina Bechelany.
 
Hoje, segundo a delegada, a pessoa presa em flagrante por maus-tratos a animais assina um termo de comparecimento no Juizado Especial e é liberada. 
 
“Se de fato passar no Senado, se houver essa alteração, a pessoa vai ser presa em flagrante e o delegado da Polícia Civil sequer poderá arbitrar fiança porque a pena ultrapassa a quatro anos. então, ela vai presa”, disse. 
 
Ainda de acordo com a delegada,  estudo comprova que os crimes contra animais são mais comuns em ambientes onda há, também, outros tipos de crimes, como violência doméstica.

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