De quem é o fim de semana, afinal?



Pais e mães se culpam por não terem o dom da ubiquidade. Em vez de sustentarem junto aos filhos suas próprias escolhas, fingem que poderiam estar em dois lugares ao mesmo tempo, mas só não conseguem a proeza por não se dedicarem o suficiente.

Mensagem mais onipotente impossível. Quando se separam das crianças, ficam constrangidos, como se as estivessem largando no absoluto desamparo. É claro que elas se sentirão inseguras ou injustiçadas, pois é essa a mensagem que lhes enviam. O maior problema não tem sido não estarem com os filhos, mas a ambiguidade com que apresentam esse fato.

Para resolver a questão, alguns adultos têm tentado dedicar seus momentos de lazer integralmente aos filhos na esperança de compensar as ausências decorrentes do trabalho. Buscam mostrar que, embora trabalhem muito, lamentam cada minuto longe deles.
Leia mais (06/04/2019 – 02h00)

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