Da perseverança ao desastre, na saúde e na doença cerebral



P, irei chamá-lo assim, era competente, rígido e experiente. Aos 50 anos, conquistou o comando de um grupo de trabalhadores da construção civil. Em um determinado dia, sua extenuante rotina foi interrompida por um pensamento fixo. P insistia que mais água deveria ser acrescida para o preparo de cimento, mesmo quando essa tarefa fora concluída. Agitou-se e ficou agressivo, depois dizia doer a cabeça. Febril, foi levado ao hospital. Ao médico, repetia que há duas décadas se dedicava à “firma”. P estava trancado em suas perseveranças, um sinal clínico de nome que não poderia ser outro: perseveração.
Leia mais (06/19/2020 – 01h00)

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