Cruzeiro: Cabral cresce junto com o equilíbrio defensivo proposto por Pezzolano

Rafael Cabral vem se consolidando no gol cruzeirense. No último fim de semana, em triunfo por 2 a 0 contra o Sampaio Corrêa, o goleiro completou a sexta partida seguida sem sofrer gols, superando ninguém menos que o seu antecessor Fábio neste quesito e se igualando a Dida. A confiança do dono da meta celeste e a sintonia com a torcida celeste, que o abraçou após um período de pé atrás, só aumentam. 

“Isso é bom para a confiança do Rafa, ele está fazendo as coisas bem. Confiamos muito no Rafa, sabíamos que ele enfrentaria um momento muito difícil porque não seria fácil substituir o Fábio. Mas hoje já podemos ver que ele vem vencendo isso. Isso é muito importante para ele e para a equipe. Fico muito contente”, declarou o treinador cruzeirense, em sua última coletiva de imprensa.

“O importante é que ele (Rafael) se sinta bem, a equipe também, e que possamos seguir melhorando a cada jogo. Por que ficamos seis jogos sem tomar gols? Porque definimos a jogada longe do nosso gol, então é mais fácil não sofrer gols. Deus queira que sejam muitos jogos mais. Eu quero sempre conseguir mais gols. Mas não o primeiro que eu busco não sofrer gols”, acrescentou Pezzolano. 

Em 26 jogos na temporada até o momento, o Cruzeiro de Rafael Cabral levou 23 gols e marcou 45. O camisa 1 cruzeirense esteve em campo 23 vezes, sendo que já são oito jogos na Série B, com apenas três gols sofridos. São outros 13 gols que o atleta levou no Mineiro e mais dois na Copa do Brasil. 

O ponto de virada de Rafael Cabral aconteceu no segundo jogo da terceira fase da Copa do Brasil, quando o Cruzeiro venceu o Remo por 1 a 0 no tempo normal e precisou decidir a classificação nos pênaltis. Naquele confronto, ele fez três defesas e foi exaltado pelo torcedor, sendo o herói da classificação às oitavas de final. 

Marca de Pezzolano 

Antes mesmo de assumir o Cruzeiro, Pezzolano já era conhecido por sua força defensiva. Ele relembrou, por exemplo, de suas passagens pelo City Torque e também no Liverpool, no Uruguai, onde obteve o melhor desempenho defensivo. Em sua passagem pelo México, o comandante também levou o Pachuca a boas performances defensivas. Apesar de não ser o principal objetivo do comandante, a forma como suas equipes jogam acabam determinando este equilíbrio entre os setores. 

“Tive a sorte de onde estive, como no Torque City, fomos a equipe que menos sofreu. No Liverpool, quando saímos campeões, fomos a equipe menos goleada. Em um campeonato no Pachuca também fomos um dos menos que sofreu gols. Mas não buscamos isso, buscamos fazer mais gols que o adversário, para ficar longe do nosso gol”, concluiu Papa Pezzolano. 

 

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