Coronavírus: Ceará compra 90 toneladas de EPI e testes direto da China


O governo do Ceará recebe neste domingo (26) um avião que contratou para trazer da China um carregamento de cerca de 90 toneladas de EPI (equipamento de proteção individual) e testes para o enfrentamento do coronavírus. O Estado é o terceiro do país com o maior número de casos confirmados da doença, 4.800 neste sábado (25).

A compra foi feita em cooperação com outros Estados do Nordeste. A estratégia vem sendo utilizada para combater a competitividade nas buscas pelos materiais no mercado internacional e pela demora na distribuição desses insumos pelo Ministério da Saúde.

Segundo a Secretaria da Saúde do Ceará, a taxa de ocupação de leitos de UTI está em 74,4% no Estado. Há dificuldade para ampliar o número de leitos dessa complexidade por falta de equipamentos no mercado.

Vaporizador

Em Fortaleza, os carros de som com avisos para que as pessoas evitassem aglomerações tiveram como primeiro alvo as pessoas que insistiam em ir à praia apesar das recomendações do isolamento social. O avanço dos casos de contaminação pelo novo coronavírus para a periferia da cidade, porém, fez com os veículos mudassem de rota.

Neste sábado (25), eles serviram para tentar impedir que moradores ficasem amontoados nas calçadas, batendo papo ou jogando cartas, algo comum nos bairros mais pobres da capital cearense.

Uma pesquisa elaborada por quatro professores do Laboratório de Estudos em Política, Educação e Cidade (Lepec) da Universidade Federal do Ceará mostrou que faz sentido a Prefeitura de Fortaleza se preocupar com a falta de isolamento social em bairros periféricos. Segundo a percepção dos próprios moradores, locais mais pobres respeitam menos a quarentena.

Decreto do governo estadual de 20 de março fechou comércio e indústrias não essenciais no Ceará e já foi renovado três vezes  – o último vale até 5 de maio.

Para tentar conter a disseminação, a Prefeitura de Fortaleza colocou nas ruas, além dos carros de som, um caminhão vaporizador que lança uma substância desifetante contra o vírus. O caminhão é diferente do que também é usado em Fortaleza contra o Aedes Aegypti, mosquito que pode transmitir doenças como a dengue e a zika. O veículo que leva o vaporizador contra o novo coronavírus é maior e não mira pontos específicos que possam ter água parada.

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