Contagem tem lojas de serviços não essenciais fechadas, mas ruas ficam cheias


A cidade de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, amanheceu, nesta segunda-feira (29), com as lojas de serviços não essenciais fechadas. Mesmo assim, uma das principais vias do município, avenida João César de Oliveira, ficou cheia de pedestres. 

Na última sexta-feira (26), o prefeito Alex de Freitas decretou o fechamento dos estabelecimentos autorizando apenas os essenciais: farmácias, drogarias, óticas, hipermercados, supermercados, açougues, peixarias, padarias, distribuidoras de gás, agências bancárias e casas lotéricas, oficinas mecânicas e borracharias, postos de gasolina, lojas de peça automotores, setores industriais, bancas de revista, agências dos Correios, igrejas, laboratórios, clínicas de saúde e hospitais, clínicas e hospitais veterinários e lojas de vendas de alimentação para animais.

 

A decisão do recuo na flexibilização foi tomada após o número crescente de casos confirmados e óbitos na cidade devido ao Coronavírus. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde nesta manhã, Contagem tem 755 casos confirmados e 37 óbitos.

O fechamento de parte do comércio desagradou quem trabalha na região. Márcio Souza, de 35 anos, é gerente de uma loja de armarinhos na João César.  A reportagem de O TEMPO flagrou o estabelecimento com meia porta aberta. No entanto, ele afirmou que só estava esperando para receber mercadorias.

“Ninguém da prefeitura avisou a gente oficialmente que não poderia funcionar. Ficamos sabendo pela boca de outros comerciantes cada hora uma informação diferente. Não imaginávamos que o Alex (prefeito) fosse fechar outra vez. Investimos em mercadorias para os clientes e estamos impedidos de trabalhar novamente. Desde que a pandemia começou já tivemos mais de R$ 250 mil de prejuízo. E não temos nenhum apoio da prefeitura”, afirmou.

Segundo ele, até março, quando começou o isolamento social, a loja tinha 12 funcionários e precisou mandar dois embora. Com o novo fechamento, ele não sabe como vai conseguir manter o trabalho dos outros dez. “Eu acho que o prefeito deveria investir em máscaras, quiosques de álcool, conscientizar as pessoas. Quem é empresário sabe a dificuldade que é manter funcionário. Eu vou ter que tirar mais uns cinco aqui e todo mundo precisa trabalhar. Cinco bocas passando fome”, lamentou.

Fiscalização

Agentes da prefeitura fazem a fiscalização a pé. De acordo com um deles, Antônio de Lima, 50 fiscais monitoram os comércios. “Se algum comércio não essencial estiver aberto, nós orientamos para ser fechado. Se o comerciante insistir, ele pode ser multado e até mesmo ter o alvará cassado. Contamos com o apoio da Guarda Municipal”, explicou.

Segundo ele, além da avenida João César de Oliveira, outros pontos são fiscalizados como: avenida Tiradentes, no bairro Amazonas, área do metrô e próximo ao Itaú Power Shopping. Até o fim da manhã não foi necessária nenhuma autuação.

A Prefeitura de Contagem informou que o comunicado é realizado via publicação no Diário Oficial do Município e no portal da prefeitura, o que foi feito na sexta e sábado (27). Além disso, ainda conforme a assessoria de comunicação, a Guarda Municipal faz um trabalho informativo.

Sobre a falta ajuda, a assessoria informou que nenhuma prefeitura dá apoio financeiro aos comércios. Ressaltou também que, desde o início da pandemia, tirando as atividades de alto impacto de aglomerações, como shoppings, feiras e academias, todo o comércio estava funcionando com regras: distanciamento, uso de máscaras, por exemplo. 

 

Matéria atualizada às 12h31

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