Contagem quer adesão à onda roxa para municípios da região metropolitana de BH


A prefeita de Contagem e vice-presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel), Marília Campos (PT), irá propor nesta segunda-feira (8), em reunião com secretários municipais de saúde e gestores de cidades pertencentes à Grande BH, que os 34 municípios ligados à instituição façam a adesão à onda roxa do programa Minas Consciente, do Estado de Minas Gerais, como estratégia de enfrentamento direto à pandemia de Covid-19, que, em muitas localidades, encontra-se em seu pior momento.

Criados à última quarta-feira (3), protocolos da onda roxa determinam maiores restrições à circulação de pessoas nos municípios e também para o funcionamento do comércio – trata-se, segundo declarou o Estado, de medida máxima de contenção à transmissão do coronavírus, e prevê, até mesmo, toque de recolher.

A solicitação para uma reunião entre prefeitos e secretários municipais ligados à associação foi feita na sexta-feira (5) por Marília Campos, que defendeu a importância da implantação de estratégias conjuntas na região metropolitana de Belo Horizonte para contenção do avanço do coronavírus e garantir que não ocorra colapso no sistema público de saúde – em Contagem, por exemplo, ocupação de leitos de UTI chegou a 93% neste domingo (7).

“Infelizmente, a situação da pandemia em Minas Gerais se agrava, e em várias cidades da região metropolitana de Belo Horizonte a ocupação de leitos chegou a 100%. Nós temos que evitar o colapso. Então, não temos outra saída, se não propor, em primeiro lugar, uma ação, uma estratégia regional no processo de articulação para enfrentamento da pandemia. Foi por essa razão que propus à Granbel que articulasse uma reunião”. Participam do encontro, além de prefeitos e secretários dos 34 municípios da Grande BH, representantes da Agência Metropolitana e da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

A urgência de ações conjuntas para frear a elevação no índice de transmissão do coronavírus nesta região do Estado tornou-se mais acentuada após a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) decidir pela suspensão completa de atividades não-essenciais por tempo indeterminado em decorrência da elevação dos índices de ocupação de leitos de UTI e de enfermaria na capital – anúncio foi feito na sexta-feira (5) pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD), que também integra a Associação dos Municípios.

De acordo com a prefeita Marília Campos, acatar que o comércio permaneça aberto na região metropolitana de BH enquanto a própria capital está fechada é permitir que o coronavírus e suas variantes recém-chegadas a Minas Gerais circulem. “Ela (a adesão à onda roxa) significará a restrição do funcionamento de vários segmentos da atividade econômica, permanecendo aqueles essenciais. É uma estratégia necessária, e diria que a gente não tem outra saída neste momento, se não adotar uma medida mais radical. É dessa forma que Contagem participará da reunião”.

Esta matéria está em atualização. 

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