Conheça risco de coágulos com vacina de Oxford



Volta e meia jornalistas se deparam com o problema de como noticiar eventos que possam influenciar a conduta pessoal em relação à saúde. A questão ressurgiu nas últimas semanas acerca da vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, após detectada a ocorrência de coágulos que podem ser fatais.

Muito alarde em torno dos eventos, raríssimos, e algumas pessoas poderiam desistir de se vacinar. No Brasil, cerca de um quinto dos imunizantes aplicados são dessa empresa, e não se pode escolher entre a Vaxzevria (que nome, hein) e a Coronavac -funcionários do posto aplicam o produto que estiver disponível no dia.

Já com atenção e informação de menos surge o risco de essas complicações excepcionais serem percebidas e tratadas muito tarde. A arte do jornalista está em como noticiar, fiel à máxima do jornalismo: não existe informação demais, só informação errada, distorcida, superficial ou equívoca.

Precisão é tudo. Cabe então apresentar sem rodeios o que se sabe sobre os coágulos: na Europa, onde o efeito adverso foi constatado primeiro, até domingo passado (4) se conhecia um total de 222 casos de trombose cerebral (169) ou abdominal (53) em 34 milhões de imunizados com ao menos uma dose da vacina de Oxford.
Leia mais (04/10/2021 – 14h00)

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