Compaixão, mais uma vítima do novo coronavírus



Um conhecido adágio diz que a primeira vítima da guerra é a verdade. Como o país já se engalfinhava numa batalha de narrativas ao sobrevir a pandemia de Covid-19, a segunda a cair com os 8 milhões de doentes e 430 mil mortos no mundo, 43 mil deles no Brasil, foi a compaixão.

A imagem acabada do surto nacional de rudeza ofereceu um homem não identificado, na areia de Copacabana, ao derrubar cruzes que simbolizavam a mortandade do novo coronavírus. O taxista Márcio Antônio do Nascimento, pai de Hugo, 25, morto com a Covid-19, foi atrás e ergueu uma a uma, sendo por isso xingado de comunista.

Seria bom saber o nome do vândalo bolsonarista para estampá-lo aqui, mas no fundo pouco importa. Desse naipe há milhares, parece que um terço da população formado por incapazes de se abater com tantos óbitos e de se identificar com o sofrimento alheio. Incapazes de compaixão.
Leia mais (06/14/2020 – 23h15)

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