Como ajudar o Nordeste que corre atrás de doações concentradas em Rio e SP



A crise do coronavírus e seus impactos na economia levou à paralisação de projetos essenciais da ONG Amigos do Bem, que atende 75 mil pessoas em 130 povoados do sertão de Alagoas, Pernambuco e Ceará.

“Em março, tivemos que fechar nossos centros educacionais e mais de 10 mil crianças deixaram de receber nossas refeições diárias. Elas voltaram para suas casas de taipa, e estão passando fome”, diz Alcione Albanesi, fundadora da organização que atua há 26 anos nas regiões mais carentes do país.

A arrecadação de alimentos em supermercados de São Paulo para socorrer as famílias atendidas pela ONG no Nordeste também não ocorreu como de costume. “Acontece no corpo a corpo, nos caixas, o que se tornou inviável durante a pandemia”, explica a empreendedora social da Rede Folha, vencedora da categoria Escolha do Leitor do Prêmio Empreendedor Social em 2019.

“Se o coronavírus se espalhar no sertão, vai ser a maior tragédia”, teme Alcione, lembrando que ao coronavírus vão se somar problemas como a falta d?água para beber e para higiene pessoal.

Sem falar carência de infraestrutura no atendimento à saúde. “Um dos hospitais da nossa região possui somente 12 leitos, sem lençol, álcool gel ou equipamentos, para atender uma população local de mais de 60 mil pessoas”, relata Albanesi. “O problema é ainda mais grave pois as pessoas estão a quilômetros de um hospital, sem transporte. É um desespero.”

Um dos socorros iniciais veio da XP Investimentos, que na última semana de março lançou a campanha juntostransformamos.com.br, criada pelo empresário Guilherme Benchimol, com a doação inicial de R$ 25 milhões para três ONGs, entre elas, a Amigos do Bem.

“Conseguimos levar alimentos para milhares de famílias que vivem em situação de extrema miséria e abandono”, afirma a fundadora da Amigos do Bem.

Alcione diz que, até agora, chegaram a 50% da meta de ajuda para os três meses mais críticos. Por isso, criaram um plano de ação emergencial, em que a ideia é conseguir 60 mil cestas básicas, 20 mil por mês.

“Quanto mais pessoas físicas doam, mais sustentável é o projeto”, diz ela. Para colaborar, basta acessar www.amigosdobem.org/acaoemergencial.

Na mesma trincheira está Marcella Balthar, da rede Transforma Recife, numa luta cotidiana para socorrer com cestas básicas as famílias afetadas pela pandemia no Nordeste.
Leia mais (04/07/2020 – 12h53)

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