Com regras e calendários, cartolas agem como se tudo estivesse bem



Durante a minha infância, o mundo da fantasia era chamado de “faz de conta”. Eu e minha irmã, Maria Silvia, costumávamos exercitar nossa imaginação nesse espaço suspenso da realidade. Nossas histórias eram tiradas dos sonhos, sonhados ou inventados, e de outras cenas vividas na escola, em casa ou pela rua. Cabeça de criança é capaz de coisas que gente grande está longe de acompanhar.

Depois que me tornei psicóloga, descobri que esse mundo do “faz de conta” é para os adultos um território de potencialidade, de saúde mental ou de patologia. Nele e dele brota a imaginação tão necessária à sobrevivência nesses tempos de isolamento.

Nesta semana voltei a ver televisão depois de meses de distanciamento físico da tela. Tenho a nítida impressão de que esse equipamento, que já teve o tamanho de uma cômoda e hoje parece um quadro, é responsável pela ruína do mundo da imaginação individual. De forma hipnótica, emoções e sensações são manipuladas pela expertise de quem escrever um roteiro ou dirige uma cena.
Leia mais (07/10/2020 – 23h15)

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