Com Braga Netto, Defesa se aproxima mais da política e provoca divergência geracional entre militares



O general da reserva Walter Braga Netto, 66, sempre foi discreto, se mantinha longe de holofotes e demonstrava desconforto diante das câmeras, por vezes devolvendo respostas ríspidas a perguntas de jornalistas.

Em março, quando trocou a Casa Civil do governo Jair Bolsonaro pelo Ministério da Defesa, mudou de postura e aproximou a pasta da política.

Além de acompanhar atividades extraoficiais do presidente, passou a fazer discursos a militantes. O general, que em abril do ano passado chegou a mandar uma jornalista estudar após ela perguntar sobre a demora no pagamento do auxílio emergencial, agora concede entrevista a uma youtuber de 11 anos.

O novo comportamento surpreendeu ex-ministros de governos anteriores que conviveram com ele e, nos bastidores, tem despertado uma divergência geracional sobre como integrantes das Forças Armadas enxergam a proximidade entre militares e política, tema que voltou a ganhar destaque por causa da participação de Eduardo Pazuello, um general da ativa, em um ato político ao lado de Bolsonaro.
Leia mais (05/29/2021 – 23h15)

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