Cine 104 é reaberto no centro de BH com sessões duplas e preço acessível


Com o bom momento do cinema mineiro, nada mais apropriado do que abrir novos espaços de exibição na cidade. Assim, com a proposta de acolher obras audiovisuais mineiras, nacionais e, ainda, filmes estrangeiros independentes, o Cine 104 será reaberto nesta quarta-feira (7), às 19h30, com a exibição de “My Name Is Now: Elza Soares”, longa documental da mineira Elizabete Campos Martins, que participará de um bate-papo com a plateia logo após a exibição do longa.

“Uma sala de cinema sendo reaberta é uma boa notícia para uma cidade como Belo Horizonte, que tem vocação para o audiovisual”, fala Mônica Cerqueira, curadora do Cine 104. “Temos muito elo com o cinema desde sempre, e a abertura do Cine 104 é bem-vinda, ainda mais neste momento que o cinema está vivendo”, completa.

Mônica afirma que a programação do Cine 104 está voltada para a produção independente, com foco no cinema brasileiro e local. “É uma forma de ter o audiovisual junto do público. Algo importante no sucesso de uma sala de cinema é trabalhar junto com o público”, diz a curadora.

Neste início de seu funcionamento, o Cine 104 terá sessões às quartas e quintas-feiras, mas a intenção é ampliar aos poucos para, no ano que vem, ter um funcionamento mais contínuo. Já a partir de setembro, por exemplo, a sala começará a abrir também às segundas-feiras, em uma parceria com coletivos de audiovisual da cidade. “Ainda não posso falar mais sobre o projeto, mas é um programa de documentários”, antecipa Mônica.

A sala do Cine 104 tem capacidade para 90 pessoas, e as sessões terão ingressos a preços mais acessíveis – R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada). Também serão feitas sessões duplas. “É uma maneira de pagar um ingresso e ver dois filmes com valor muito abaixo do mercado”, fala a curadora. Para ela, é importante ter no Centoequatro um espaço diferenciado, com promoção de diálogos. Mônica espera receber, ao menos uma vez por mês, um cineasta ou estudioso para rodas de conversas com o público. “É uma forma de colorir, dar mais intensidade ao Centoequatro”, diz a curadora. “Colocar o público diante da produção é uma maneira de criar um movimento maior em torno da sessão”, diz. 

Para este mês, Mônica programou dois filmes que concorrem ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro – que será entregue no dia 14 – na categoria de melhor longa de documentário: “My Name Is Now” e “Ex-Pajé”, de Luiz Bolognesi.

Confira a programação

“My Name Is Now: Elza Soares”, de Elizabete Campos Martins

Quarta (7), quinta (8) e nos dias 14 e 15, às 19h30. O documentário traz um olhar poético sobre a arte de Elza Soares. “Este filme é um sinônimo de luta, de afirmação do valor da cultura brasileira”, fala a curadora Mônica Cerqueira. 

“Ex-Pajé”, de Luiz Bolognesi

Nesta quinta (8) e nos dias 14 e 15, às 20h45, logo após “My Name Is Now” – como é sessão dupla, com um ingresso é possível ver os dois filmes. O longa acompanha a trajetória de Perpera, um ex-pajé que busca restaurar a antiga essência de sua aldeia. Assim, Bolognesi trata a realidade dos indígenas no Brasil e aborda questões como o etnocídio. 

“Longa Jornada Noite Adentro”, de Bi Gan, da China

Dias 21, 22, 28 e 29 de agosto, às 19h30. Com a morte do pai, Luo Hongwu volta a Kaili, sua cidade natal, de onde havia saído há muitos anos.

Serviço: Centoequatro (praça Rui Barbosa, 104, centro). Ingressos: R$ 10 e R$ 5

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