Cinco regras básicas para fazer política pública

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Amiúde, nos trópicos ? mas não só neles? , o desenho de políticas públicas é feito meio que no atropelo, por afobação ou ignorância, ou mesmo por pressão de grupos de interesse específicos em momentos estratégicos (em geral quando pouca gente está olhando para eles, ou quando seu poder de barganha encontra-se por algum motivo tonificado). Mas qual deveria ser a base, o princípio geral a guiar a decisão sobre qual política implementar?
 
O primeiro princípio é conhecido entre os cientistas sociais como “véu da ignorância”. A ideia é simples, mas poderosíssima. Explicamos com exemplos: para decidir se devemos ou não aumentar a taxação sobre os carros importados, é preciso que o tomador de decisão aja como se não soubesse se ele será um consumidor de carros importados ou vendedor de carros nacionais. Isso porque o primeiro votaria por uma tarifa excessivamente baixa, enquanto o segundo por uma excessivamente alta. Outro exemplo, talvez mais relevante: você é contra ou a favor de políticas que redistribuem a renda de uma região, digamos o Sudeste, para outra, como o Nordeste? A resposta, idealmente, tem de atender ao seguinte critério: “não sabendo onde nasci, ou seja, independentemente de minha situação pessoal, qual o nível ótimo de transferência de renda?”. A resposta pode até ser que o nível ótimo equivale a pouca transferência de renda; não é essa a questão. O crucial é formular a pergunta que precisa ser respondida.
Leia mais (12/04/2018 – 08h30)

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