Cidades precisam mudar estratégia para lidar com águas



São Paulo, depois de Belo Horizonte e uma centena de municípios mineiros, fluminenses e capixabas, além do Reino Unido e boa parte da Europa Ocidental, estão debaixo d?água.
 
A península antártica, onde fica a base brasileira, registrou 18,3ºC positivos, recorde de temperatura. Suas geleiras continentais escorrem para o mar em velocidade nunca vista, como na Groenlândia.
 
A Austrália está em chamas. O desmatamento da floresta amazônica dobrou em janeiro, um mês em que as derrubadas são raras porque chove demais. O presidente Jair Bolsonaro e seus amigos ruralistas dizem que querem desenvolver a Amazônia e integrar os índios, mas colaboram para aniquilá-los.
 
Já se torna ocioso repetir que os desastres se encaixam à perfeição nas predições dos climatologistas quanto a eventos extremos decorrentes do aquecimento global turbinado pelo homem.
 
Entretanto, os refratários ao óbvio e os já convencidos sofrem todos as mesmas consequências. Não faltam razões para que se unam em cobrar do poder público ações mais consequentes de adaptação.
 
Na cidade de São Paulo, por exemplo, há 17 grandes intervenções em andamento, mas 14 delas estão atrasadas. O prefeito Bruno Covas (PSDB), cuja administração está no poder há três anos (foi vice de João Doria, atual governador tucano), culpa a gestão de Fernando Haddad (PT).
 
Acusa os petistas de iniciar obras sem projeto executivo. O PT diz que é mentira. Enquanto eles se entregam à discussão pueril, paulistanos se afundam em águas fétidas, carros boiam como joguetes, milhões de horas de trabalho se perdem em congestionamentos cinematográficos.
 
Covas, Doria e Haddad vão também culpar São Pedro? Resmungarão que choveu demais, como nunca antes, à moda do prefeito de BH e do governador de Minas?
Leia mais (02/10/2020 – 11h40)

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