Cidade de SP tem ao menos 65 mil bebês de até 2 anos à espera de creche


Quando a filha do técnico em fibra ótica Antonio Carlos Medrado, 37, nasceu há 11 meses, a posição dela na fila da creche paulistana assustou: 67º lugar. A vaga só veio após a prefeitura passar a permitir um segundo endereço no cadastro das crianças -no caso dele, o de um primo que vive na região central, onde a fila é menor.
 
Todos os dias, o morador do Jabaquara (zona sul) deixa a filha numa unidade municipal na Bela Vista (centro) antes de ir para o trabalho, na Vila Mariana (região sul), a seis pontos de metrô de casa.
 
Valdineia dos Santos, 33, que espera vaga para o filho de seis meses

Valdineia dos Santos, 33, que espera vaga para o filho de seis meses
Rivaldo Gomes – 14.out.19/Folhapress
 
A mulher dele, ao sair do trabalho perto do metrô Conceição (zona sul), e estaria a uma estação de metrô de onde vive, busca a criança e volta para casa. “É difícil, mas não tem outro jeito”, diz Medrado.
 
Apesar dos quilômetros extras que percorrem diariamente, eles tiveram mais sorte do que milhares de pais de crianças até dois anos ainda na fila. Da demanda atual de cerca de 70 mil vagas, 65 mil são de bebês de até dois anos. O resto da fila é para crianças de até 3 anos e 11 meses.
 
Resolver a demanda nessa faixa etária é o gargalo da gestão Bruno Covas (PSDB), que lançou nesta terça (12) o Mais Creche, um programa para contratar vagas avulsas em unidades particulares. Pelo projeto, crianças em situação de vulnerabilidade poderão obter vagas em escolas particulares com valor de até R$ 727 por mês – o máximo repassado às unidades conveniadas.
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