Cerca de 17 milhões de brasileiros estão atrasados para a 2ª dose

No momento em que o país se aproxima dos 600 mil de mortos pela COVID-19,  quase 18 milhões de brasileiros que já deveriam ter tomado a segunda dose de vacina contra a COVID-19 ainda não o fizeram, aponta dado do Ministério da Saúde.  Ontem, a pasta informou que distribuiu um lote de 2,6 milhões de doses da vacina da Pfizer destinadas à segunda aplicação, com o objetivo de acelerar o cumprimento do ciclo vacinal da população.  "A falta da segunda dose prejudica o efeito esperado das vacinas na proteção contra o vírus e aumenta o risco de sintomas mais graves e óbitos pela doença. A segunda dose deve ser tomada mesmo se houver atraso no intervalo recomendado pelos laboratórios", alertou a pasta. Em seu boletim de ontem, o ministério confirmou mais 530 mortes e 17.893 novos casos da doença, elevando os totais no decorrer da pandemia para 599.359 óbitos e 21.516.967 infectados.
Os lotes da Pfizer começaram a ser entregues para todos os estados e para o Distrito Federal ontem e a distribuição segue até amanhã. Até agora, de acordo com o Ministério da Saúde, foram distribuídas mais de 300 milhões de doses para todo Brasil. Desse total, de 147 milhões de brasileiros tomaram a primeira dose, o que representa quase 94% dos 158 milhões de brasileiros adultos. Mais de 95 milhões completaram o ciclo vacinal.

BELO HORIZONTE

Na capital mineira, a campanha de vacinação segue com a aplicação de doses de reforço hoje para dois grupos. O primeiro é o dos idosos acima de 70 anos com alto grau de imunossupressão, cujo intervalo desde a segunda dose tenha completado 28 dias. Para receber o imunizante, o usuário deve apresentar o documento de identidade, o CPF, um comprovante de residência em Belo Horizonte, além de um atestado de sua condição de saúde.

O outro grupo atendido é o das pessoas de 75 anos que tenham tomado a segunda dose há ao menos 5 meses e 15 dias. Os endereços dos centros de saúde estão disponíveis no site da Prefeitura. Para este público, os documentos exigidos no ato da imunização são cartão de vacina, RG, CPF e comprovante de residência.
Amanhã e no sábado, o cronograma avança com adolescentes de 12, 13 e 14 anos. Especialmente para esse público, a PBH e o governo do estado reforçam a necessidade de atualização do calendário vacinal contra outras doenças, como meningite C e HPV. Essas vacinas também estão disponíveis nos centros de saúde e podem ser solicitadas no momento da imunização contra COVID, para aplicação simultânea. A orientação que desaconselhava  a tomada de vacinas diferentes simultaneamente com a da COVID foi retirada na semana passada pelo ministério.
Ontem, o percentual do público-alvo que recebeu a primeira dose chegou a 79,9% dos maiores de 12 anos em Belo Horizonte. Mais da metade (53,5%) está com o esquema vacinal completo. A dose de reforço foi aplicada em 40.642 pessoas.
Ontem, adultos de 42 anos foram aos postos de saúde de Belo Horizonte para receber a segunda dose e idosos a partir de 76 tomaram o reforço. O sentimento entre os belo-horizontinos era claro: um alívio enorme por estar cada vez mais protegidos contra a doença. Durante a manhã de ontem, foi possível ver que em alguns postos o fluxo de pessoas estava menor. Porém, próximo do horário de almoço, houve filas e movimento intenso, principalmente nos postos de vacinação em formato drive-thru, como o que foi montado no Corpo de Bombeiros, no Bairro Funcionários, em BH.
Entre os que completaram o esquema vacinal está o empresário Cláudio Vinícius Bellini, de 42, que celebrou o momento ao comparecer ao posto. “Missão cumprida. Ao longo da pandemia, fiz minha parte e agora me sinto mais tranquilo. Claro que devemos manter os cuidados até o fim da pandemia. Todo cidadão deve ser devidamente imunizado para eliminar a doença.”
Já a aposentada Wanda Araújo, de 89, foi imunizada com a terceira dose, desta vez da Pfizer – as duas primeiras foram da Coronavac. “Minha mãe estava ansiosa para tomar essa terceira dose. Ela está muito satisfeita. Claro que temos de manter a cautela com relação aos cuidados em torno da doença. Ela só sai com a gente para ir à consulta e ao podólogo”, afirma a filha, Cláudia Araújo, de 57.
Até o momento, quase 4 milhões de doses chegaram a BH por meio do Ministério da Saúde, das quais 3,7 milhões foram distribuídas. A prefeitura e a Secretaria de Estado de Saúde (SES) garantem que há vacinas disponíveis para os públicos, entre eles os adolescentes, incluídos recentemente no Plano Nacional de Imunizações (PNI). (Com agências)
* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.

Transmissão cai em BH

O índice de transmissão do novo coronavírus (Rt) em Belo Horizonte registrou mais uma queda ontem e está a um passo de voltar à faixa de controle.  Segundo o boletim epidemiológico da prefeitura, o Rt caiu de 1,03 para 1, o piso da zona de alerta. Na prática, isso significa que cada 100 pessoas transmitem a doença para outras 100. O índice desejável é sempre menor que 1. A ocupação de leitos exclusivos para a COVID-9 na capital segue estável, na zona verde. Nas UTIs, 44,3% das vagas estão preenchidas. Já nas enfermarias, a lotação é de 40,5%.  O novo coronavírus já matou 6.798 residentes de BH. Os casos confirmados somam 284.750. Os recuperados, 276.121. Outros 1.831 pacientes permanecem em acompanhamento.  Já o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), divulgado na manhã de ontem mostra que Minas Gerais registrou 43 mortes e 2.841 casos de COVID-19 em um período de 24 horas. No total, são 2.152.853 casos confirmados e 54.840 óbitos.

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