Censurado, 'Orgia' irritou Glauber Rocha e inaugurou o cinema queer feito no Brasil



O ano era 1973 e Paulo Emílio Sales Gomes estava um tanto indignado. Queria saber por que o filme “Orgia ou o Homem que Deu Cria”, de João Silvério Trevisan, pronto havia dois anos, não tinha sido liberado pelo pente-fino da ditadura. “O que terá visto a censura nessa orgia útil e fundamentalmente saudável?”, questionava o pai da Cinemateca e decano da crônica cinematográfica no país. O autor vira ali, naquele carnaval de tipos marginais, a “cosmogonia brasileira” -“uma raiz nova para nosso rebolado, nossa pintura clássica, nossa chanchada, nossas aspirações e nossa história”, segundo escreveu no Jornal da Tarde.
Leia mais (09/18/2021 – 10h00)

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