Briga de José de Abreu e Gloria Perez é ruim para a cultura brasileira



A paixão desenfreada de José de Abreu pelo PT é conhecida há muito tempo. O ator já participou da propaganda eleitoral do partido, não perde uma oportunidade de defender a liberdade de Lula e até cuspiu em um casal que o xingava em um restaurante, em um episódio que o assombra até hoje.

Às vezes essa paixão tem um lado engraçado. No começo do ano, inspirado pelo venezuelano Juan Guaidó, Zé de Abreu se proclamou “presidente” do Brasil, e durante dias nomeou ministros para seu governo paralelo, a partir de seu perfil no Twitter.

Outras vezes, tamanha fissura lhe custa caro. O ator foi condenado a pagar R$ 20 mil ao hospital Albert Einstein, por ter tuitado ?sem prova alguma? que a instituição faria parte de um complô que teria forjado a facada no então candidato Jair Bolsonaro, em setembro de 2018.

Volta e meia Zé de Abreu diz que vai se controlar e até desaparece por um tempo da internet. Mas esses exílios voluntários duram pouco e, logo, o ator comete outro excesso.

O mais recente foi no sábado (6). Novamente pelo Twitter, Abreu lamentou que a autora de novelas Glória Perez estivesse do mesmo lado do espectro político que Guilherme de Pádua, o assassino de sua filha Daniela Perez ? os dois seriam apoiadores de Bolsonaro.

Sou seguidor tanto de Abreu quanto de Perez naquela rede social, e confesso que nunca vi a roteirista agindo feito bolsominion. Mas isto nem vem ao caso: o que importa é que Zé de Abreu jogou sal em uma ferida aberta, sem um pingo de sensibilidade. O que é até estranho para uma pessoa que também conhece a dor de perder um filho.
Leia mais (07/08/2019 – 12h00)

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