Bom número de clientes surpreende donos de salões de beleza e barbearias em BH


Na primeira semana após reabertura gradual das atividades, os salões de beleza e barbearias de Belo Horizonte iniciam a adaptação às novas formas de atendimento. A metade da clientela, em média, foi vista como acima das expectativas por Victor Gariff, 32, proprietário de um salão na região Centro-Sul da capital.

“Eu achei que o movimento seria pior. Eu estava esperando um movimento menor por causa do medo das pessoas, mas eu vi que as mulheres tinham a necessidade de irem ao salão”, disse Gariff.

O espaço, que antes conseguia atender mais de 100 clientes por semana, reduziu a capacidade de atendimento pela metade. Sem demitir nenhum dos aproximadamente 20 funcionários, Gariff faz uma projeção otimista para as próximas semanas. “Eu acho que vai ser maravilhoso. Acho que BH está arrasando, os salões estão arrasando, espero que todos os salões consigam voltar ao que eram antes, aos poucos”, afirmou.

Ao lado do salão de Gariff, uma barbearia também retomou as atividades nesta semana. O cabeleireiro Emanuel Lacerda,19, que trabalha no local, também avaliou que o movimento superou as expectativas pessimistas.

A sexta-feira (29), entretanto, que antes da pandemia era um dia movimentado por causa do fim de semana, não seguiu o padrão. Segundo Lacerda, na segunda-feira (25), primeiro dia de reabertura, o número de clientes foi bem superior.

O local, que antes atendia em média 20 pessoas por dia, hoje tem prestado serviço para cerca de oito a dez clientes diariamente. Entre as medidas de contenção do coronavírus estão a maior higienização dos equipamentos, o espaçamento de uma cadeira entre os clientes, uso de máscara e luvas, que apesar de serem descartáveis, também são higienizadas com álcool.

Embora a preferência seja pelos atendimentos agendados, quem chega no local, próximo ao Diamond Mall, também é atendido.

Mercado Central

Reaberto parcialmente desde o dia 18 de maio, o Mercado Central tem dois salões e duas barbearias. Esses estabelecimentos, entretanto, só foram reabertos nesta semana.

Para Ana Araújo, 60, dona de um dos espaços, disse que a reabertura foi sem grandes impactos. “O próprio cliente está receoso de andar nos lugares. A entrada no mercado está limitada. Ainda não há aquele retorno que a gente precisa”, disse. Dos 30 clientes que iam ao local antes da pandemia, o dia de maior movimento nesta semana foi de 15 pessoas.

Uma das várias medidas adotadas no local foi o uso de capas descartáveis durante o atendimento.

Ivan Cruz, 27, funcionário do outro salão no mercado, disse que os atendimentos também caíram pela metade, mas as clientes mais fiéis têm ligado para agendar e perguntar sobre o modo de funcionamento.

Nos espaçamentos, Cruz faz a higienização dos equipamentos e local do atendimento.

Já as tradicionais barbearias do mercado também aderiram às medidas de proteção. Nos locais, entretanto, quem chegar na hora consegue ser atendido normalmente. Os proprietários das barbearias, entretanto, não falaram com a reportagem.

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