Bolsonaro parecido com Dilma

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As diferenças ideológicas são evidentemente gigantescas, mas na lida do dia a dia, Jair Bolsonaro (PSL) está cada vez mais parecido com Dilma Rousseff (PT) em seu segundo mandato. Isso vale para muitos aspectos e dão sinais ruins para o atual presidente.

No aspecto da articulação política, Bolsonaro, tal como Dilma, não consegue mais dialogar com o Parlamento. O inimigo direto é o centrão, coordenado pelo presidente da Câmara.  A petista, tal como o capitão, não recebia parlamentares e os tratava com arrogância. No fim, acabou arrumando briga com Eduardo Cunha, tal como Bolsonaro faz agora com Rodrigo Maia.

Também pesa um problema que ambos parecem enfrentar de forma semelhante. A guerra da campanha continua sendo travada. Há um sentimento de contestação por parte dos derrotados, que não aceitam ser representados pelo eleito. Cenário parecido com o vivido em 2015.

O roteiro das manifestações de rua que começam a ganhar corpo também traz semelhanças. Com Dilma, ganharam dimensões gigantescas e culminaram em um impeachment. Com Bolsonaro parece estar só no começo. É preciso ver até onde vai. A reação aos protestos, porém, é parecida quando ambos colocam a culpa em opositores.

Também há contestações morais. Dilma foi duramente afetada pelas revelações da Lava Jato contra seus aliados. Bolsonaro vive o mesmo agora com o aprofundamento das apurações do caso Queiroz.

Dilma também promoveu radicais cortes de despesas no segundo mandato. O ministro da Fazenda Joaquim Levy era odiado até pela esquerda, acusado de promover “arrocho” e contribuir para uma economia debilitada. Bolsonaro também corta. Chama de contingenciamento, como a petista chamava.

A dificuldade de  Bolsonaro se comunicar tem virado piada para opositores. Ele parece repetir Dilma até nas folclóricas gafes em discurso.

Ouça o comentário do editor de política de O Tempo, Ricardo Corrêa:

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