Bolsonaro: 'Não condenarei o povo à miséria para receber elogio da mídia'


O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta quarta-feira (25) que não querer “descaso” com a pandemia do novo coronavírus, e sim “a dose adequada para combater esse mal sem causar um ainda maior”. “Se todos colaborarem, poderemos cuidar e proteger os idosos e demais grupos de risco, manter os cuidados diários de prevenção e o país funcionando”, escreveu no Twitter.

Bolsonaro inicia a série de publicações na rede social na ofensiva, dizendo ser “mais fácil fazer demagogia diante de uma população assustada, do que falar a verdade”. Ele repete o discurso, já manifestado em entrevista à Record TV no domingo passado, de que não está preocupado que sua postura em relação à pandemia afete sua popularidade. “Aproveitar-se do medo das pessoas para fazer politicagem num momento como esse é coisa de COVARDE! A demagogia acelera o caos”, afirma.

Além disso, o presidente alega que, se estivesse pensando nele mesmo, “lavaria as mãos e jogaria para a plateia, como fazem uns”, e que está pensando no povo, “que logo enfrentará um mal ainda maior do que o vírus se tudo seguir parado”, para em seguida exclamar: “Não condenarei o povo à miséria para receber elogio da mídia ou de quem até ontem assaltava o país!”.

Ele comenta também que quase 40 milhões de trabalhadores autônomos já sentem as consequências “de um Brasil parado”. “Sem produzir, as empresas NÃO TERÃO COMO PAGAR SALÁRIOS. SERVIDORES DEIXARÃO DE RECEBER”, prevê o presidente. “Não tem como desassociar emprego de saúde. Chega de demagogia! NÃO HÁ SAÚDE NA MISÉRIA!”.

Após esses alertas, Bolsonaro encerra as publicações dizendo que, “com muita serenidade, juntos, podemos vencer essa batalha”.



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