Barroso lamenta atentado em Patrocínio: 'a violência é uma derrota do espírito'


Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso comentou, neste domingo (27), o atentado contra um pré-candidato a vereador em Patrocínio, que ocorreu na última quinta-feira (24), em entrevista à Globonews. O decano classificou o assassinato como “fato da maior gravidade”. 

“A violência é sempre uma derrota do espírito. A violência é incapacidade de se expressar civilizadamente. O Brasil precisa de uma grande campanha contra a violência. Na política, e em tudo mais. Nós não podemos naturalizar as coisas erradas. Seja o desvio de dinheiro, seja os comportamentos de agressão física e de homicídio na vida brasileira”, pontuou o ministro. 

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Barroso lamentou, também, que a escalada de violência durante períodos eleitorais são comuns em regiões interioranas. “Precisamos enfrentar isso com repressão e avanço civilizatório. A violência é uma forma primitiva de manifestação. No fundo, o que o processo civilizatório nos trouxe foi a substituição da guerra, do confronto físico, da destruição do outro, pelo debate público, pela apresentação de argumentos, pelo oferecimento de razões. Isso nos atrasa na história e a impunidade é parte da causa desse atraso”, concluiu. 

Acusado foi preso neste domingo

O ex-secretário de Obras de Patrocínio, Jorge Marra (PTB), irmão do prefeito da cidade e autor dos disparos que mataram o pré-candidato a vereador Cássio Remis (PSDB), se entregou à polícia na tarde deste domingo (27). O homem foi até a Delegacia Regional do município e está prestando depoimento aos delegados encarregados do caso, Valter André e Renato Mendonça.  

O crime aconteceu na tarde da última quinta-feira (24). Cassio Remis, que já foi presidente da Câmara de Patrocínio, fazia uma transmissão ao vivo nas redes sociais denunciando uma obra da prefeitura que, supostamente, beneficiaria o comitê de campanha do atual prefeito e pré-candidato à reeleição, Deiró Marra (DEM).

Durante o vídeo, Jorge Marra, de 60 anos, chegou ao local em uma caminhonete e tomou o celular do político. Depois disso, em frente à secretaria, eles tornaram a brigar, o autor sacou uma arma e disparou na cabeça de Remis, que morreu no local. 

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