Backer comenta interdição da fábrica: 'medida meramente preventiva'


Com as instalações de sua cervejaria momentaneamente interditadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Backer declarou, na manhã deste sábado (11), tratar-se de uma medida meramente preventiva.

A interrupção das atividades aconteceu após a publicação de um laudo da Polícia Civil, que constatou a presença de uma substância – dietilenoglicol – em amostras da cerveja Belorizontina.

Com as investigações em curso, a cervejaria comunicou que não foi responsabilizada administrativamente ou penalizada judicialmente, sendo o fechamento de sua fábrica uma “medida cautelar” adotada pelo Ministério. Uma força-tarefa composta por Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), Vigilância Sanitária, Ministério da Saúde e Polícia Civil está à frente do caso, que não deve tardar para ser concluído. 

Além das providências adotadas por órgãos oficiais, a cervejaria declarou que uma vistoria completa será realizada em seus processos de produção, “visando o esclarecimento a toda a sociedade”. Até o momento, sabe-se apenas que dois lotes da cerveja pilsen Belorizontina – L1 1348 e L2 1348 – teriam sido contaminados com a substância, como confirmou a Anvisa. 

A ingestão da bebida contaminada pode ter causado o aparecimento de uma síndrome ainda desconhecida em dez homens que a teriam adquirido em supermercados no bairro Buritis, na região Oeste da capital. Com insuficiência renal aguda e alterações neurológicas, um dos pacientes não resistiu à gravidade do quadro de saúde e morreu na noite de quarta-feira. Nove continuam internados.

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