Avanços científicos no combate ao coronavírus


Desde a chegada do novo coronavírus ao Brasil, ainda em março, tenho me posicionado em defesa da ciência. Mantive a convicção de que apenas as medidas de enfrentamento da doença avalizadas por cientistas de diversos segmentos poderiam trazer bons resultados para o controle da pandemia. Passados pouco mais de três meses da detecção do vírus em nosso país, e tendo sido eu um dos primeiros contaminados pela Covid-19, minha confiança no trabalho dos cientistas tornou-se ainda maior.

Minha manifestação em prol do conhecimento científico como forma mais eficaz de combate ao novo coronavírus vem da minha formação e dos incontáveis avanços obtidos na Ásia, na Europa, na Oceania, América do Norte e América Latina ao longo desses seis meses de convivência com a pandemia. Esforço inédito que conseguiu, apesar de até agora não haver uma vacina, a preservação de milhares de vidas. Não fosse isso, o número de infectados e mortos pela doença alcançaria dimensão ainda mais catastrófica.

Vacina

Os testes de diagnóstico do Sars-CoV-2 em pacientes com sintomas da doença foram o primeiro passo nessa maratona. Hoje, apenas no Brasil, há mais de 200 testes em uso. Nem todos são confiáveis, uma vez que alguns podem apresentar o resultado “falso-negativo”. O paciente pode estar contaminado, e o exame “mascarar” essa condição. Entretanto, o aprimoramento é contínuo, e o grau de confiabilidade tem aumentado. O tempo de diagnóstico também diminuiu. Rapidez é essencial para combater um inimigo invisível.

A busca por uma vacina eficaz é um capítulo à parte nessa batalha contra o coronavírus. Mais de cem pesquisas estão em andamento, algumas já bem adiantadas. No início da pandemia, falava-se em um prazo mínimo de 18 ou 24 meses para a vacina estar disponível. Houve uma considerável melhora nessa previsão. Laboratórios da Itália, Rússia, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos avaliam que a imunização pode começar já no começo do próximo ano. Há ainda estimativas mais otimistas, prevendo o começo da vacinação em 2020.

Medicamentos

No mesmo patamar estão as pesquisas por medicamentos capazes de reduzir o número de óbitos. A informação mais recente é sobre os bons resultados obtidos com o uso do corticoide dexametasona em pacientes em estado grave. O estudo clínico é da Universidade de Oxford e foi recebido com muito otimismo, por ter sido conduzido com muita responsabilidade e rigor científico. Além da dexametasona, há pesquisas com diversos antivirais em bom estágio de desenvolvimento. Diminuir o número de mortes é fundamental. Toda vida importa.

Diversos setores da ciência têm contribuído para a redução dos danos causados pela pandemia. A criação de modelos estatísticos que permitem analisar o comportamento do vírus e definir que medidas as autoridades devem adotar para diminuir a contaminação é um exemplo.

Em Belo Horizonte, esse recurso é usado para decidir o cronograma de retomada das atividades econômicas, baseado em três índices: contaminação, ocupação de leitos de CTI para pacientes com Covid-19 e ocupação de leitos de enfermagem para pacientes com Covid-19. Como tenho dito desde o início, vamos prevalecer. Para isso, a ciência é nossa maior aliada.

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