Articulado antes da abolição, associativismo negro cresceu como reação ao racismo e forma de afirmação



Ainda no período do Brasil Colônia, locais que concentravam polos da compra e venda de pessoas escravizadas, como Rio de Janeiro, Salvador e Recife, ou regiões para onde foi levada a grande maioria dos escravizados, como Ouro Preto (MG), tiveram as primeiras formas que se tem registro de associações organizadas da população negra no país.

As irmandades católicas, como a Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, a mais conhecida, tinham então um duplo sentido de evangelizar essa população, ao mesmo tempo em que serviam para criar uma identidade racial, ser o ponto de sociabilidade e resistência, já que muitas vezes os membros se organizavam para comprar alforrias.

O chamado associativismo negro no Brasil, organizações com o objetivo de satisfazer necessidades sociais, econômicas e culturais desse segmento, atuando dentro das regras permitidas por cada época, surge ali, mas se permeia por décadas, afirma o historiador e professor da Universidade Federal de Sergipe, Petrônio Domingues.
Leia mais (11/20/2020 – 15h04)

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