Após meses fechados, clubes de Belo Horizonte reabrem neste sábado


A máscara no rosto que dificulta a respiração não foi limitação para que Arthur Belo, de 15 anos, voltasse aos treinos de basquete no Olympico Club, no bairro Serra, na região Centro-Sul de Belo Horizonte na manhã deste sábado (26), primeiro dia de retomada do funcionamento dos clubes de lazer na capital desde que os espaços foram fechados, há seis meses, por causa da pandemia do novo coronavírus. “Já estava batendo uma saudade”, diz o jovem, que faz parte dos cerca de 250 sócios que ocupavam quadras, piscinas e salas de jogos do clube por volta das 10h. 

O volume de usuários durante a manhã representava cerca de 20% do que era observado em dias quentes antes da pandemia, quando uma média de 1.200 pessoas compareciam ao Olympico. As regras para entrar e permanecer no espaço de lazer também mudaram. Para usar os serviços, cada sócio precisa assinar um termo de responsabilidade em que confirma não ter sintomas de Covid-19 e se compromete a usar máscaras, seguir oa protocolos de higiene e manter o distanciamento. Na entrada, marcações no chão para manter o distanciamento social e medição de temperatura completam os cuidados. 

No entanto, apesar da presença de fiscais que orientavam sobre os cuidados e solicitavam o uso da máscara (exceto dentro da piscina e no momento da alimentação), a reportagem ainda presenciou algumas crianças circulando sem máscaras no local e pessoas usando o equipamento de proteção no queixo durante a prática esportiva.

Ainda assim, a enfermeira Juliana Assunção, 36, diz que não pensou duas vezes antes de levar os filhos, de 1 e 4 anos, para brincar na piscina. “Eles estavam morrendo de saudade daqui. Ficamos muito felizes por poder voltar”, afirmou a mãe dos garotos. Para minimizar os riscos de contaminação em plena pandemia, Juliana diz que orientou os filhos a manter distância de outras crianças e procurou mesas que os mantivesse mais distantes de outras pessoas.

Enquadrado no grupo de risco, o aposentado José Silvio Abras, 68, tambem foi um dos primeiros a entrar no Olympico Club neste sábado. “Eu conheço os riscos, mas não via a hora de poder voltar. Isso aqui só traz benefícios”, disse o idoso. 

Alívio financeiro

Embora ainda precise limitar quantidade e usuários dentro do clube a 562 pessoas por vez, Leonardo Faustino, coordenador administrativo do Olympico, afirma que a reabertura traz alívio aos cofres do espaço de lazer. “Durante a pandemia, nossa receita mensal caiu de R$ 600 mil para R$ 350 mil e a inadimplência saltou de 6% para 30%. Com a reabertura, a expectativa é de que, aos poucos, voltemos à normalidade”, comenta. 

E o que também espera Ricardo Vieira Santiago, presidente do Minas Tênis Clube. O empreendimento retomou as atividades neste sábado com movimento ainda tímido, mas a esperança de recuperação financeira. Às 12h deste sábado, o Minas I, por exemplo, tinha 640 pessoas simultaneamente, enquanto a capacidade máxima, conforme decreto da Prefeitura de BH, era de 2.500 usuários.

“Nossa diretoria financeira planejou, durante a pandemia, a realocação de investimentos, a adequação dos gastos, tudo o que pudéssemos fazer para saírmos da pandemia fortes. A inadimplência ocorreu, mas com a reabertura esperamos que a situação seja normalizada”, afirma. 

No que depender de sócios como a aposentada Léia Araújo Fagundes, 67, a ameaça do novo coronavírus não será empecilho para frequentar os clubes de lazer. “Eu não aguentava mais ficar em casa. Usando máscara e ficando longe das pessoas, dá para voltar”, acredita.

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