Apesar de demissões e do que dizem seus críticos, a Globo está longe da falência



A extrema-direita e boa parte da esquerda brasileira discordam em quase tudo, mas convergem num mesmo ponto: o ódio à TV Globo. A maior emissora do país é vista pelos dois lados como uma de suas maiores inimigas. Ambos já falaram em impor restrições severas ao que a Globo veicula, o que configuraria censura, ou mesmo em cassar sua concessão ?algo que só acontece em regimes autoritários, como na Hungria ou na Venezuela.

Enquanto a raiva pela Globo cresce nas redes sociais, a empresa passa por uma profunda reformulação, que começou há pelo menos oito anos. Muitos diretores trocaram de função, outros tantos foram desligados depois de anos de casa e a campanha “Uma Só Globo” buscou unir sob um mesmo guarda-chuva todas as empresas do grupo ?o canal aberto, a Globosat, o Globoplay, o G1, a editora, as rádios ? que, volta e meia, se tratavam como concorrentes.

Esses bastidores corporativos não costumam empolgar o público. Mas todo mundo vibra quando algum medalhão da casa não tem seu contrato renovado depois de décadas de serviço. Essas demissões (que na prática nem são tão visíveis assim, pois vários nomes dispensados já foram chamados para novos trabalhos, por obra certa) seriam, na opinião de esquerdistas e radicais de direita, um sinal inequívoco de que a Globo estaria indo à matroca.
Leia mais (05/03/2022 – 15h30)

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