Alexandre Kalil: 'Quem morreu, teria morrido de qualquer maneira' em BH


Apesar de protestos organizados por opositores, buzinaços e críticas de entidades representantes do comércio, a maioria da população de Belo Horizonte apoiou o fechamento da cidade. A informação foi divulgada pelo prefeito da capital, Alexandre Kalil (PSD), em entrevista exclusiva ao jornalista Léo Mendes, apresentador do programa Super N 2ª Edição, da rádio Super, nesta terça-feira (4). 

“É a ‘maior quarentena do mundo’, mas a vida não tem preço. Quem morreu, em BH, morreu porque a doença é letal, não morreu esperando leito de UTI. Quem grita faz muito barulho, mas nas três pesquisas feitas durante a pandemia, 70% da população achou ceto a cidade estar fechada. Nas três”, disse o chefe do Executivo. 

A declaração ocorre no mesmo dia em que a reabertura parcial de Belo Horizonte foi anunciada, em coletiva de imprensa no início da tarde. Kalil ressaltou que há medo na população e no empresariado de abrir negócios durante o período da pandemia. 

“Em BH teve uma liminar para abrir os bares, ficou dois dias até a gente cassar. Ninguém abriu. O índice de letalidade de BH é um dos menores do Brasil. Do Brasil. Houve um trabalho muito sério na prefeitura para que a gente não enterrasse ninguém. Quem morreu teria morrido de qualquer maneira. Não houve falta de atendimento. A vida é muito preciosa. Essa doença não é brincadeira”, continua o prefeito. 

Sobre as críticas de que a capital seria a cidade com maior número de dias de fechamento do comércio, que têm sido levantadas por opositores e parte da população nas últimas semanas, Kalil diz que o “culpado é o vírus”. 

“Criei um comitê, de três virologistas consagrados, junto à Secretaria de Saúde chefiada pelo Jackson (Machado, que comanda a pasta). Temos que lembrar que abrimos a cidade por um mês e os números explodiram. O culpado não é o secretario, a prefeitura, o comércio, é o vírus. Se você opta pela ciência, atingimos um número que vamos abrir com cautela para poder ser uma abertura firme. Agora, quem abriu foi o mesmo grupo de fechou. É a maior quarentena do mundo, mas a vida não tem preço”, conclui. 

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