A vitória do pântano



O quadro jurídico-político do nosso país é desolador. Estamos imersos em um pântano de mentiras, interesses escusos, cegueira ideológica, fanatismo e inversão de valores. Os esperançosos acenos para uma nova política naufragaram nas práticas fisiológicas da aliança de Bolsonaro com o centrão. Na relação dos Poderes, rege agora, como dantes, a lei da acomodação de interesses, o toma lá dá cá, uma mão lava a outra. Em todos os Poderes desse arremedo de República, acordos indecorosos são feitos no interesse dos poderosos e na blindagem dos que protagonizam a peça tragicômica da política brasileira.

Na Câmara, o presidente Maia senta em cima de quantos projetos e processos incomodem seus aliados; no Senado, o presidente Alcolumbre segura pedidos de impeachment de ministros do STF e impede a CPI da Lava Toga enquanto espera que esse mesmo STF avalize sua indecente pretensão a uma reeleição inconstitucional.

No STF, Dias Toffolli -aquele que favoreceu a traficância do colarinho branco na decisão sobre o Coaf e instaurou o ilegal inquérito das fake news- despediu-se da presidência desqualificando a Lava Jato. Já o suspeitíssimo Gilmar Mendes, que trama a suspeição de Sergio Moro, revogou a decisão que suspendia o processo movido por Renan Calheiros contra Deltan Dallagnol.
Leia mais (09/06/2020 – 23h15)

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