A quem interessa manipular dados da Covid-19



Em 2017, após o furacão Maria arrasar Porto Rico, o governador Ricardo Rosseló sustentou por meses que tinham morrido 64 “boricuas” no vendaval. Depois, conforme se acumulavam evidências e estudos, reconheceu que haviam sido quase 3.000.

Rosseló acabou renunciando, mas não por essa manipulação grosseira de informações. Caiu em 2019 por força da mobilização popular contra escândalos de corrupção e conversas homofóbicas vazadas.

São muitas as diferenças entre o político porto-riquenho e Jair Bolsonaro. Preconceito, desumanidade, indícios de corrupção e desprezo por dados objetivos não o abalaram nem como candidato nem como presidente. Nada cola nele.

Os fatos, contudo, ainda atravessarão o caminho da família Bolsonaro. Pode demorar, porque seu governo ergue uma cortina de fumaça em torno da Covid-19 para melhor ocultar a própria inépcia no combate à epidemia, exacerbada aliás pelo contínuo chamamento presidencial à retomada de aglomerações.
Leia mais (04/20/2020 – 01h00)

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