A pandemia e a indolência econômica de López Obrador



Em artigo anterior, apresentei dados e argumento sobre as pioras sofridas e provocadas pelo presidente do México. Com base em números oficiais e estimativas sobre o total de mortos, ficou estabelecida sua má gestão do combate à pandemia. Digo gestão porque Andrés Manuel López Obrador escolheu administrar a tragédia, em lugar de tentar evitá-la. E essa má administração conduziu a uma tragédia maior. Os simplistas se consolam com alguma versão do clichê “todos os países sofreram uma tragédia” (falso: um exemplo em contrário é o Vietnã), e se esses observadores são esquerdistas da moda seguem acreditando que São Andrés Manuel é um bom governante de esquerda, e que ele não tinha alternativas. Mas sua resposta – na falta de palavra melhor -à crise da pandemia na área econômica aponta em direção oposta.

Estipulemos, portanto, que a crise econômica se faz sentir em toda a região à qual pertence o México, mas não é sentida da mesma maneira em todos os países -nem da América Latina, nem do mundo. A crise específica mexicana se deve não só às restrições adotadas para combater a pandemia, por mais tardias e parciais que tenham sido, como também à reação do chefe de Estado- quase inexistente, em certo sentido. É sabido que as medidas epidemiológicas contra a crise de saúde diferiram internacionalmente, e que as medidas econômicas contra a segunda crise também são diversas. As “medidas” de Obrador são diferentes de, e piores que, as de muitos países.
Leia mais (07/31/2020 – 15h56)

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