A cada 100 casas visitadas em BH, duas têm larvas do mosquito da dengue

Com a presença de larvas do mosquito Aedes aegypti em 1,9% dos imóveis visitados em outubro pelos Agentes de Combate a Endemias de Belo Horizonte, a capital apresenta médio risco de epidemia das doenças transmitidas pelo inseto, como dengue, zika e chikungunya. O número faz parte do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado nesta terça-feira (23) pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).

O município explica que essa porcentagem singifica que, a cada 100 imóveis visitados pela Secretaria Municipal de Saúde, em quase dois foram encontrados focos. O Ministério da Saúde padroniza que o índice de infestação larvária esperado para se reduzir o risco de epidemia é de até 1%. De 1,1% até 3,9% há médio risco, como é o caso de BH, e, acima de 4%, é considerado alto risco.

“O levantamento foi realizado em cerca de 45 mil imóveis e apontou que 81% dos focos do mosquito estão em ambiente domiciliar. A pesquisa também indica quais os criadouros predominantes nas áreas. Os seis principais encontrados foram: 23,9% inservíveis, 22,7% pratinhos de plantas, 9,9% recipientes domésticos, 8,7% barris/tambores, 8,6% pneus e 5,7% caixas d’água”, detalha a PBH.

Números por regionais

O LIRAa é uma importante ferramenta no combate ao mosquito, já que ajuda os órgãos a identificar inclusive em quais regionais a incidência das larvas é maior, direcionando as políticas de combate aos focos.

Entre as nove regionais de BH, a Pampulha é a que concentrou o maior índice de larvas encontradas, com 2,7%. A regional leste não ficou muito para trás, com 2,6%, bem como a região de Venda Nova, que registrou focos em 2,5% das casas visitas.

Em seguida aparecem as regiões Noroeste (2,1%), Nordeste (1,8%), Barreiro (1,7%), Norte (1,6%), Oeste (1,5%) e Centro-Sul (0,7%).

“Os trabalhos de prevenção são realizados em todo o município. Com o LIRAa vamos intensificar uma determinada ação em pontos de atenção, como exemplo, onde o criadouro predominante foi inservível vamos ampliar os mutirões de limpeza. Com relação aos pratos de plantas, os Agentes de Combate a Endemias, que já repassam essa orientação, darão mais ênfase durante as vistorias nos imóveis”, explica o subsecretário de Promoção e Vigilância em Saúde, Fabiano Pimenta.

Somente em 2021, foram realizadas cerca de 3,2 milhões de vistorias dos Agentes de Combate a Endemias visando encontrar focos e melhor orientar a população. Também são feitas aplicações de inseticida a Ultra Baixo Volume (UBV), para o combate a mosquitos adultos em áreas com casos suspeitos de transmissão, entre diversas outras ações.

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